Já me tinha sido requisitado há algum tempo, a criação de um blog onde relatasse a minha estadia na Holanda, eis que eu cedi. No presente momento tenho bastante tempo para escrever, pois estou enfiado num hostel, e não sei porquê, sinto-me inspirado.

Começando por justificar o título “Viagens Oníricas”, a melhor forma de o fazer é recorrendo à definição tal como ela vem na Wikipédia:

Onirismo devém da palavra grega que significa “sonho“: é um modo de actividade mental que se instala em síndromas confusionais e é, especialmente constituído por alucinações visuais, decorrente de um síndroma de desagregação, de dissolução da consciência, mais ou menos completa.

Quanto ás alucinações, estou na Holanda, é preciso dizer mais alguma coisa? O facto de eu relacionar o sonho com a minha viagem, advém do facto que nos meus sonhos as coisas são confusas,  assumo um papel que não costumo desempenhar, sou uma pessoa diferente. É mais ou menos o que se passa aqui. Isto não significa mudei completamente o meu comportamento, mas estou num lugar que não me é minimamente familiar, estou sozinho, mesmo que quisesse nunca poderia ser a mesma pessoa.

É um cliché o facto das pessoas que viajam, desatarem a descrever as suas experiências em blogs. Eu sou apenas mais uma delas, não se espere que este tenha algo de especial. Mas este é meu e são as minhas experiências e as minhas viagens.  Também irei incluir outro tipo de textos, tais como pensamentos meus, não recomendo a sua leitura, pois é completamente inútil saber o que eu penso apesar de ser uma pessoa bastante esclarecida em muitos assuntos. Digamos que é mais um a “mandar bocas”. Eu só espero que daqui a um mês não tenha desistido de escrever aqui, como aconteceu com os outras 300 “cenas” que criei na net…

O design do blog pode ser um pouco discutível, mas tem ar de diário de viajante, coisa que me parece perfeitamente apropriada.😀

A frase no título faz parte dos Poemas Inconjuntos do Alberto Caeiro e chama-se “Para além da curva da estrada”. Descreve bem a atitude que assumi agora. Com estas peripécias todas que já passei aqui, já me apercebi que não vale a pena pensar muito no amanhã.