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Há algum tempo que andava para ver o “Into The Wild”, fazia parte da minha longa lista de filmes para ver, vi-o ontem. O conceito do filme atrai-me, um tipo que decide viver dos recursos da natureza, longe do materialismo, do consumismo, sem destino, viajar para onde calhar, apenas o amanhã. Eu não pretendo fazer o mesmo, mas hoje de manhã li um artigo sobre algo me deixou fascinado. Working Holiday Makers Visa: um visto que permite combinar uma viagem de férias com possibilidades de emprego de curta duração para financiar uma estadia de um ano num país, o artigo referia-se ao caso específico da Austrália. Normalmente as pessoas trabalham em quintas, colheitas, apanha da fruta, escritório, etc. Não podem estar mais de 6 meses no mesmo emprego, a piada disto é estar sempre a mudar. Ir ganhando uns trocos, intercalando férias com trabalhos em sítios diferentes, conhecer pessoas diferentes, a mim fascina-me imenso. Parece-me uma experiência muito mais interessante do que o InterRail, acho que este é mais sufocante, sem tempo para contemplar ou viver o sitio onde se está, passar por 347 cidades num curto espaço de tempo não me atrai. Agora poder realmente viver por uns tempos, numa qualquer região remota da Austrália, deixa-me a sonhar. Comprar uma Volkswagen Camper e ganhar dinheiro a dar folhas de eucalipto a coalas. E ando eu a escrever uma tese sobre o realismo de avatars, devia era escrever uma sobre o realismo dos meus sonhos e ambições (ou falta delas) para a vida.

Eu adoro estas coincidências. No dia a seguir a ter visto um filme que me deixou a pensar, deparo-me com a possibilidade de fazer algo parecido, excepto a parte do isolamento total. Qual é a má notícia? Os cidadãos portugueses não tem acesso a este visto, enfim, sobra o sonho…

O artigo no jornal Expresso sobre o Working Holiday Visa pode ser encontrado aqui. No site do governo australiano pode-se ler sobre isto com mais detalhe.