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O Pato Donald completou ontem 75 anos. Juntamente com o Tio Patinhas, foram as minhas personagens preferidas da Disney, da maravilhosa Disney, um nome que invoca magia para mim, um mundo que me fez sonhar, agarrado aos livrinhos de banda desenhada de que tanto gostava. Só lia Disney, quase que não conseguía gostar de outra coisa, também não tinha acesso a muito mais, temos que nos lembrar que em 1988 (quando comecei a ler), em Portugal não havia muita oferta do que quer que fosse. O Pato Donald fazia-me rir como nenhuma outra personagem,  é completamente “silly”   e  fazia sempre as coisas de uma maneira, digamos  “non-sense”. Ficava sempre a perder para os sobrinhos, mas era sincero e fazia o que lhe ia no coração. Provavelmente a minha personalidade foi, em parte, moldada por estas personagens, principalmente por este pato.

Ao olhar para os desenhos animados e programas juvenis, que passam de manhã na televisão portuguesa, acho que o Donald está mais velho do que nunca, e ao mesmo tempo tão novo se comparando com algumas das coisas que se vêem nessas  ex-gloriosas  manhãs. Era uma personagem com imensa dimensão humana, que era transmitida pela personalidade e pela animação. Pois agora já não se anima da mesma maneira, é através de computador.  É a área onde eu pertenço, computação gráfica, e posso dizer uma coisa, a nível emocional e de linguagem corporal ainda tem muito para avançar. Vai acontecer que se torne bom, mas ainda não é como a Disney era com o Pato Donald e outros, havia ali qualquer coisa, uma fantasia a ao mesmo tempo a realidade, a mente de uma criança que sonha com um mundo onde tudo é bom e infindável, a Disney era assim. A nostalgia que eu sinto, quando me lembro do estímulo que a minha imaginação e criatividade recebiam com estas aventuras, quase que me dá vontade de chorar. Nunca voltarei a sentir o mesmo.