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Mais uma vez as despedidas. Desde o adeus sentido ás pessoas com quem convivi até ao adeus mental à tipa gira que ia sempre no autocarro de manhã, adeus à praia, adeus ás ruas, adeus a todos os detalhes que esta terra têm. Passo a vida a dizer adeus a amigos que conheço em curtos espaços de tempo, onde se resumem vidas em conversas de copo na mão num qualquer bar. Conversas em 3 ou 4 línguas diferentes no mesmo grupo de pessoas, e como eu gosto disso. Não há melhor sensação de pertença, do que aquela de se pertencer ao mundo.

Os amigos vão desaparecendo a conta-gotas, um por um, até ficar sozinho e defrontar um futuro absolutamente incerto, não faço ideia do que fazer a médio-prazo. Neste momento apenas desfruto da simpatia das despedidas, aquele sentimento agridoce de que se fizeram bons amigos e se partilharam muitos momentos, e que por vezes parece que nos conhecemos à muito,  mas que provavelmente nunca nos voltaremos a ver. Vivo no cruzamento da minha vida com muitas outras. Há-de haver uma altura em que quero parar de dizer adeus.

Eskerrik asko Euskadi!

Agur!