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Recentemente a modelo polaca Joanna Krupa, mais uma Barbie e isto não é uma critica (de certa forma), mais uma vez deu o seu corpo ao manifesto por uma campanha em defesa dos animais. É um anúncio da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) que apela à adopção de animais abandonados em vez de os comprar.

Até aqui tudo bem, a modelo que gosta dos animais, não usa casacos de pele, adopta-os e tal. O que é que se passa de errado? Ao utilizar uma cruz estrategicamente colocada e e uma aureola de anjo irritou a igreja. Eles dizem que é por causa da cruz ser utilizada inapropriadamente e que se fosse com outra religião qualquer, as reacções seriam piores. Eu estou fazer de conta que a pessoa que disse isto não representa a Igreja Católica oficialmente, porque para mim, isto foi a coisa mais grave que nos últimos tempos ouvi dizer de alguém ligado à Igreja.

Ela respondeu que “A verdade é que o Papa João Paulo disse que, dado como nascemos nus, é arte, e trata-se apenas de mostrar um bonito corpo que Deus criou”, algo com que eu concordo profundamente e repugno mas hipocrisias a esse respeito, que nesta altura são patéticas.

Uma das pessoas que  criticou a Joanna foi o líder da conservadora “Catholic League for Religious and Civil Rights”, Bill Donohue, a mesma pessoa que a propósito dos escândalos de abusos de crianças por parte de padres na Irlanda:

Reuters is reporting that “Irish Priests Beat, Raped Children,” yet the report does not justify this wild and irresponsible claim. . . . The Irish report suffers from conflating minor instances of abuse with serious ones, thus demeaning the latter. When most people hear of the term abuse, they do not think about being slapped, being chilly, being ignored or, for that matter, having someone stare at you in the shower. They think about rape. By cheapening rape, the report demeans the big victims. But, of course, there is a huge market for such distortions, especially when the accused is the Catholic Church.

Também vou assumir que este é apenas mais um fanático conservador e que não representa a Igreja. Uma coisa é certa, a Igreja insiste em ter politicas reaccionárias em vez de se preocupar com os graves problemas do mundo. Isto não é demagogia. É uma questão de ética por parte dos membros desta instituição preocuparem-se com os animais mais do que com os símbolos.

O que a PETA quer dizer é que a Igreja não faz o suficiente em prol desta causa. Faz todo o sentido, não vejo a fazer nada, nem pelos animais, nem por outras causas que bem dela precisam. Perderam mais uma oportunidade de estarem calados.

P.S. Esta moça é pródiga neste tipo de campanhas, reparem nesta: