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Hoje, em Copenhaga na Dinamarca, teve início uma cimeira fundamental para o futuro do planeta. Mais do que palavras, será necessário tomar medidas concretas para atenuar os estragos e evoluir como sociedade. Mais do que o comprometimento por parte dos líderes mundiais, será necessário que cada um de nós tenha consciência do importante papel a desempenhar nesta luta pela paz ecológica.

Pessoalmente acredito que temos a obrigação de defender a Natureza de nós mesmos, apenas pelo seu valor intrínseco. Esta reverência é a fronteira que nos separa dos outros animais. Se as árvores e os passarinhos não nos sensibilizam, pensemos prático. Dependemos dos recursos da Natureza, não são infinitos, precisam de tempo para se renovarem (árvores, por exemplo). A água potável é um recurso escasso em muitas regiões do planeta (África, por exemplo). Posso continuar por aqui fora, e se ainda isto não chegar, estas questões estão ligadas à economia, normalmente quando se fala em dinheiro as cabeças levantam-se para escutar, mesmo assim, se isto não chegar, pensemos nas alterações climáticas. Pondo de lado as teorias da conspiração, que alegam a falsificação de resultados por parte de cientistas em relação às provas da nossa interferência no clima através da poluição, acho que só mesmo capitalistas e economistas completamente cegos é que podem questionar evidências demonstradas por muitos. Um exemplo clássico, o efeito de estufa.

Tenho curiosidade para saber o que é que vai sair daqui, num contexto de crise económica. Fica aqui o vídeo de abertura da cimeira, realizado pelo dinamarquês Mikkel Blaabjerg.

Eu sei que este tipo de apelos sentimentais utilizados como argumento, soam a demagogia. A questão central aqui, é que há muita gente a sofrer por causa dos danos que temos causado ao longo dos anos. Temos de resolver este paradoxo: ser pragmáticos, e ao mesmo tempo mudar a mentalidade global, é imperativo. A roçar o utópico, mas imperativo.

Para mais informações, visitar o site oficial cop15.dk. Não tem uma versão em português, começa logo por falhar aí, até porque há umas  200 milhões de pessoas que falam o idioma…