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Agora é apenas mais um dia. O dia 24 de Dezembro, em conjunto com o dia do meu aniversário, já foram para mim os dias mais felizes do ano, quando era criança. O tempo vai passando, os motivos de felicidade vão-se desbotando até perderem completamente a cor, e passarem a recordações.

Não me chegam as coisas simples de outrora. No entanto, tenho a plena convicção que são as coisas simples como o cheiro da lareira; do simples facto de poder receber uma prenda logo à noite; da comida que é igual à que comi durante todo o ano, mas que sem eu saber porquê tem um sabor especial na noite do dia 24; daquelas pessoas que nunca vejo durante o ano, mas aparecem para desejar boas festas; dos filmes completamente idiotas que passam à tarde neste dia; da constante recordação que o Natal é Cristo e não a mascote da Coca-Cola; das tangerinas verdes que como desde Novembro; dos frutos secos; das videiras secas; e de infinitos detalhes que poderia enumerar.

Vivo o presente, neste dia,  como recordações.