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O mundo da música é composto de “unsung heroes”,  músicos cuja obra não é não é devidamente reconhecida. eu não me quixo disto, as coisas são mesmo assim. as estrelas pop beneficiam do dinheiro e do reconhecimento, e os músicos fazem música. Uma coisa é certa, aqueles que apreciam a arte dão valor a estes mestres.

Queixumes à parte, à semelhança da tag “Discos esquecidos” eu aproveito este post para inaugurar no meu modesto blog, a tag “Unsung heroes” (eu fui ao google para confirmar que era assim que se escrevia a expressão :D). Isto não vai fazer grande diferença para esses músicos, mas se duas pessoas acidentalmente passarem por este estaminé, e ficarem a conhecer um músico que gostam, eu no lugar deles ficava agradecido.

nesta label pretendo dar a conhecer alguns guitarristas que passam despercebidos. Porque é de guitarristas que eu mais compreendo, sei pouco de música, mas sei reconhecer  os bons músicos, aqueles que fazem a diferença. O que me deixa bastante frustrado quando me ouço a mim mesmo. É um dom que dispensava😀

Pronto, agora mesmo sem mais queixumes. O homem da imagem chama-se Martin Taylor. É inglês e já ganhou imensos prémios como melhor guitarrista de jazz. O nome dele é uma mistura de de outros grandes nomes no mundo da guitarra acústica, mas não toca nem com uma Martin, nem com uma Taylor. Ele toca essencialmente com guitarras feitas por um construtor escocês, com as características que deseja. É uma mistura de acústico com eléctrico que lhe dá um som único, levemente metalizado, digamos que apimenta a música.

Este é um guitarrista com classe. isto significa que tem uma técnica perfeita e o feeling que é preciso para dar significa do à sua  magnífica execução.  Isto tudo é temperado com muito bom gosto. Este último é um conceito um bocado difícil de definir, dada a sua subjectividade. É daquelas coisas que se sente.

Este é um exemplo da criatividade e qualidade musical deste guitarrista. Usando um pedaço de cartão entre as cordas, consegue um som característicos das caraíbas, sempre com o feeling jazz. Ele explica no vídeo aquilo que está a fazer.

O fingerpicking é uma técnica usada pelos guitarristas, que consiste em usar os dedos para atacar as cordas. Isto parece trivial, mas não é assim tão simples. Alguns guitarristas seguram a palheta entre o indicador e o polegar, e usam o resto dos dedos para tocar,  conseguindo o efeito de solo e harmonia ao mesmo tempo. É uma característica muito marcante neste guitarrista,  as linhas de baixo e melodia com o sentido rítmico que ele tem resultam numa música para guitarra solo que dispensa acompanhamento.

Este é um bom exemplo do que acabei de dizer. Digamos que é uma masterclass desta técnica.

Esta é uma das mais conhecidas no mundo do jazz, “Georgia on my mind”.

Ficam então umas músicas engraçadas, tocadas por um guitarrista notável, para ouvir num Domingo à tarde, com um céu cinzento e ameaçador.😀 Aconselho a ouvir mo Martin Taylor com mais atenção, para quem gosta de jazz,  vale mesmo a pena.

Foto retirada da sua página pessoal.