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Live hard, die young.

Porfirio Rubirosa, um diplomata dominicano, considerado como o último playboy. Viveu a vida em pleno e sem limites para o prazer. Nasceu em 1909, pertencia a uma família rica e foi viver para Paris, devido ao cargo de diplomata ocupado pelo pai. Regressou à terra natal com 17 anos e aí começou a lenda.

Alistou-se no exército e conheceu a filha do ditador Rafael Trujillo, Flor de Oro. Trujillo não aprovava este romance e mandou prender Rubirosa, mas Flor encantada com playboy, insistiu. Casou-se com ela e ganhou influência política. Desempenhou cargos diplomáticos em Londres, Paris, Roma, Nova Iorque, etc. Esteve rodeado das pessoas mais influentes, como Ted Kennedy ou Eva Peron. Com esta última teve um relacionamento amoroso. A Eva Peron é uma mulher inteligente, defendeu os direitos das  mulheres na Argentina, e mesmo assim não resistiu aos encantos dele. São estas coisas que dá gosto mandar à cara das feministas.😀

Ele não ficou por aqui, a lista de conquistas é impressionante, segundo o wiki e outras fontes que abaixo referencio, a lista via de Dolores del Río, Eartha Kitt, Marilyn Monroe, Ava Gardner, Rita Hayworth, Soraya Esfandiary, Peggy Hopkins Joyce, Joan Crawford, Veronica Lake, Kim Novak, Judy Garland, etc. E isto não é só paleio, conversa de balneário.

“Será un gran diplomático, porque tiene gracia para la mujeres y además es un gran mentiroso”, disse Rafael Trujillo.

Divorciou-se da primeira mulher, por causa disso ficou mal visto pelo Trujillo e ficou impedido de entrar no seu país. Para se sustentar, e esse é um episódio  interessante da sua vida, vendeu vistos  para a República Dominicana a Judeus, que fugiam da perseguição Nazi, a peso de ouro. Este aproveitamento da situação dramática desta gente, é uma falha ética grave.

Teve vários casamentos, com mulheres ricas, o que lhe garantiu uma vida repleta de luxo. Tinha várias amantes e traía as suas esposas com todo o descaramento. À frente delas e dos maridos das outras mulheres. Casou por interesse, nada mais, ele próprio se considerava um jigolo. Esteve casado com Bárbara Hutton durante 73 dias, o suficiente para renovar o guarda-roupa.

Além de mulheres, tinhas outros interesses como carros e pólo. Morreu em 1965, num acidente rodoviário, com o peito esmagado pelo volante do seu Ferrari.

Porque é que eu estou a falar deste tipo? Porque comi gajas a torto e a direito? Tenho sempre (e o resto dos homens todos) curiosidade em saber qual é o seu segredo. Segundo ele, é uma questão de concentração, diz que consegue focar uma mulher e fazê-la sentir a única mulher do mundo. Não concordo com esta última, isto fazem todos os homens. Ás vezes até demais. Também há muito quem diga que ele era bem dotado e sabia fazer uso disso, you what I mean…

Dizia ele “Si tú quieres entablar una conversación con una joven que te agrade, especialmente en la calle, sólo tienes que acercártele y decirle ‘Por favor ¿podría usted decirme donde queda la acera de enfrente?’, cosa que ella va a encontrar muy extraña y pensará que usted busca un motivo tonto y hasta jocoso para conocerla. De ahí puede surgir una conversación que podría convertirse en una amistad o quién sabe hasta en un romance”, se era esta a sua abordagem, eu tenho uma lista bem mais vasta, mas não funciona.😀 Não se tratam de meras frases, é algo mais.

Dava-se ao luxo de dizer “Entre otros señores y yo hay una gran diferencia: ellos pagan a las mujeres, las mujeres me pagan a mí”.

Não é essa aptidão de conquistar mulheres que me fascina na vida dele, isso é só me desperta inveja, mas pela forma despreocupada e descarada com que vive. Mais do que isso, utilizando apenas os atributos que a natureza lhe deu. Não tinha grande profundidade de carácter (mas a mim começa-me a parecer claro que isso não leva ninguém a lado nenhum), era uma pessoa fútil. Eu não consigo deixar de admirar aqueles que pelas suas capacidades atingem os seus objectivos.Posso não gostar dos meios que utiliza para atingir os seus fins, mas há pessoas que têm qualquer coisa. Como é que se pode censurar? É muito mais fácil ser-se uma pessoa com convicções e princípios morais, quando não se é atraente e charmoso. Agora, quando se é bonito está-se exposto a outras tentações, é como diz a Mónica Bellucci, “A beleza é como conduzir um Ferrari, se não se sabe conduzi-lo, o carro pode virar-se tão depressa que pode chocar contra a parede” (fonte). Acabei de citar a Mónica Bellucci….  E desde já respondo-lhe, ser-se feio é andar à boleia, à espera que alguém pare. E pode-se bater na mesma, aliás já se bateu, e de cara. A bater, que seja de Ferrari.

Os jornais da época, exploravam a sua vida, tal como se faz agora. Até de uma forma racista, como se pode ver na segunda imagem.

Há vários documentários sobre a vida dele. Fica aqui parte de um. A vida dele tem muitos detalhes que vale a pena  conhecer. Aquele que vi na Odisseia, não consigo encontrar.

Fala-se por aí que a vida dele vai ser trazida para o cinema, interpretado pelo Antonio Banderas, uma escolha óbvia.

Referências,

“Rubirosa, el gran “playboy” dominicano”, Beatriz Rojo Polo (site)

“Porfirio Rubirosa, Last Of The Famous International Playboys” (site)