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Depois de ler estes dois artigos sobre Pedro Passos Coelho (PPC), um na Visão e outro no Diário de Notícias, fiquei curioso acerca das suas ideias. Até agora ainda não tinha percebido grande coisa daquilo que ele pensa, mas ele lançou um livro intitulado de “Mudar”, e disponibilizou um capítulo na net.

Tal como os artigos fazem referência, abre o capítulo com uma frase brilhante:

“Nós, portugueses, como acontece certamente com todos os outros povos, nunca estaremos conjuntamente de acordo quanto ao conteúdo das políticas que devemos prosseguir.”

Um aspirante à liderança do principal partido de direita, que pode ser primeiro-ministro de Portugal, abre um capítulo de um livro onde apresenta as suas ideias ao país, com uma frase a constatar o óbvio. Depois de ler o resto, concluí que a frase era para “amansar” o espírito do leitor, pois vai dizer coisas que muitos portugueses estão em perfeito desacordo.

Continuando pelo documento abaixo, deparo-me com a velha lenga-lenga do Estado liberal, privatizar sectores fundamentais da sociedade. Entregar a privados a saúde e a educação. Aqui sou obrigado a ser humilde, e não sei as consequências económicas da privatização desses sectores, mas sei das sociais. Aquelas que afectam directamente as pessoas. A ditadura do dinheiro. Quem é rico, têm direito a assistência médica com qualidade e educação, os demais padecem analfabetos à porta do hospital. PPC diz que isto são “preconceitos enraizados na sociedade, e por vezes radicalizados” . Ele defende uma partilha de responsabilidades entre estado e privados. Ele espera que os privados vão agir em nome da ética do interesse comum? Assim como fazem em Angola? Assim como fizeram na cimeira União Europeia-África, onde os empresários e primeiro-ministro fizeram um beija-mão ao ditador da Líbia, o Kadhafi? Num daqueles episódios que não foi devidamente sublinhado como uma vergonha, um vender a alma ao diabo. Coisa a que estamos todos sujeitos na vida, mas há coisas que não se podem fazer.

O PPC fala em co-pagamentos na Saúde, a realizar na altura da prestação de serviços, e faz um paralelo com as propinas na universidade. Ou seja, defende que as famílias paguem ainda mais do que pagam. Não consigo descortinar outra interpretação. Justifica-se com uma retórica estéril, pelo resto do documento.

Este capítulo mistura ideias políticas com uma espécie de manifesto contra a situação actual da política, parece-me que tem razão em coisas que diz, mas escreve mais ao estilo de um blog do que um livro. Defende a responsabilidade pessoal de cada um de nós, o consenso político e social, uma mudança de mentalidades.

Aquele visual de Ken, apenas esconde ideias há muito conhecidas. Nada de novo tem PPC. Devia “mudar” o título do livro para “Continuar”. Em público, ainda não vi a assumir estas ideias, mas posso estar enganado. tenho a certeza, de que quando o fizer, caem-lhe em cima, e não vi argumentos com que se defender. O PSD não tem grandes hipóteses, não se assumem, e quando o fazem dizem estas coisas.

No meio de tudo isto há que ser optimista, pode ser que seja o pior capítulo do livro…

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