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Há guitarristas que são bons em tudo, sentido rítmico, técnica, composição e muito feeling. O Richie Kotzen é um deles. Dos EUA saem muitos assim. Com influências de Jazz, Fusão, Funk, R&B, Soul, Hard Rock, coisas dessas famílias. Daí vem o apurado sentido rítmico, porque tocar nesses estilos exige que esse aspecta seja muito trabalhado. E sabe cantar.

Começou muito cedo a lançar álbuns, com 19 anos, e já com muita qualidade. Foi contratado pelos Poison, gravou um álbum, mas foi despedido por se ter envolvido com a noiva do baterista. São estes gajos que fazem a fama dos guitarristas. Mais tarde substitui o virtuoso guitarrista Paul Gilbert nos Mr. Big.

O Ritchie Kotzen tem duas qualidades que o distinguem dos demais guitarristas, uma voz excelente, e um som fantástico. Há guitarristas que são fenomenais, mas quando começam a cantar…Casos do Eric Jonhson e do Joe Satriani, é impressionante que tenham gravado a própria voz em grandes discos de guitarra.

Notam-se muitas influências de Stevie Ray Vaughan e de Hendrix. Quer no som, quer no ritmo misturado com solo, sempre com fluidez rítmica, algo que já falei aqui sobre o Hendrix e do Martin Taylor, embora este o faça de uma forma mais jazzística e menos funk. Juntando a isso um uso frequente de sweep. Toca com uma guitarra que esteticamente não me agrada particularmente, uma Fender Telecaster, mas com um som assim, nada posso dizer mais.

Tem muita queda para as baladas, mas é daquelas que dão gosto ouvir, grandes solos cheios de feeling.

Lançou um, álbum com versões acústicas das suas músicas, e ouço-o com muita frequência.

Não percebo porque não é mais conhecido. Nem que seja pelas baladas e versões acústicas. Um gajo liga a rádio, e farta-se de ouvir tipos que tentam fazer isto que o Richie faz, são mais famosos e nem sonham em chrgar ao mesmo nível. Mas lá está, a lei do mercado. Mesmo assim é difícil de compreender, no caso de um guitarrista com uma música tão acessível.

Neste último vídeo, ele mostra um lado mais Jazz Fusão, em colaboração com outros notáveis deste género, como Lenny White, Stanley Clarke ou Rachel Z.