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Eu não gosto dessa pato-bravice pseudo-intlectual de acusar tudo aquilo que é mais vendido ser mau, as coisas menos conhecidas é que são boas, porque o público na generalidade não tem conhecimentos, inteligência ou bom-gosto suficiente para dar crédito a obras que precisam de mais atenção e intelectualização. Mas eu sou um valente pato-bravo, metido a esperto, e metade dos meus posts são a falar dessas coisas desconhecidas, que eu, para disfarçar ainda mais essa paranóia, chamo de “underrated”. Isto toma proporções patéticas, quando ainda por cima afirmo que bandas que supostamente toda a gente conhece da frente para trás e até tem toques no telemóvel com a suas músicas, tem coisas excelentes que a generalidade das pessoas não conhece, e pior, são as seus melhores trabalhos.

a obra em causa é o álbum “Sheer Heart Attack”. O álbum mais vendido, foi o Made In heaven, vendeu 20 milhões de cópias, e foi número 1 numa catrafada de países. Talvez por causa da ser o último com o Freddy Mercury. O “Jazz” foi número 1 em Portugal, deve ser por causa da “Bicycle Race”, nós gostamos de músicas um bocado “goofy”. O álbum “A Night At Opera” é incontornável, pois contém a “Bohemian Rhapsody”. É uma música extraordinária. Mas não é isto que mais me irrita, mas sim passarem sempre a “We Will Rock You”, ainda por cima é usual cortarem a parte do solo. É uma abertura interessante do álbum “News of the World”, de 1977. Esta é uma música bem abaixo da média, em termos de qualidade, comparando com o resto de Queen, no entanto é a 2ª mais tocada.  É engraçada para o pessoal bater uma palmas na discoteca, a única música de Queen  que conhecem, os outros suspiram por ouvir a “Flash”. (Mais detalhes sobre a discografia aqui)

Neste vídeo podem-se ouvir as 3 melhores músicas do álbum, Queen no seu melhor. As músicas são a “Tenement Funster”, “Flick of the Wrist” e a “Lily of the Valley”.

A música mais tocada dos Queen é, sem dúvida, a “We Are The Champions”.  A letra desta música é bem mais do que um hino desportivo. Fala da luta pessoal do Freddy Mercury, ele próprio diz que é a “I Did It My Way” dele. Há quem diga que é uma espécie de hino do “Gay Pride”.

A minha preferida continua a ser a “Innuendo”. Só lhe ponho um defeito, e é o maior defeito de Queen, a seguir a tender um bocado para o pop em certas alturas. O defeito é que a música poderia ser mais extensa. Tem bastante margem de manobra, mas os Queen vendem muito, e uma música de 10 minutos era capaz de não ser bem aceite. Isso são coisas para os Pink Floyd. Com eles resulta.

Este álbum tem tudo aquilo que admiro em Queen, a composição com múltiplas influências, as guitarras brilhantes do Brian May, e a voz do Freddie Mercury que tem momentos particularmente brilhantes.

Este é um dos grandes momentos da História do Rock, Queen ao vivo em Wembley em 1986. Um concerto ao fim da tarde, estádio cheio, sol, um som brutal, e Queen ao mais alto nível. Esta é a “In the Lap of the Gods”.

Tracklist

1. “Brighton Rock” (Brian May)
2. “Killer Queen” (Freddie Mercury)
3. “Tenement Funster” (Roger Taylor)
4. “Flick of the Wrist” (Freddie Mercury)
5. “Lily of the Valley” (Freddie Mercury)
6. “Now I’m Here” (Brian May)
7. “In the Lap of the Gods” (Freddie Mercury)
8. “Stone Cold Crazy” (Mercury/May/Taylor/Deacon)
9. “Dear Friends” (Brian May)
10. “Misfire” (John Deacon)
11. “Bring Back That Leroy Brown” (Freddie Mercury)
12. “She Makes Me (Storm Trooper in Stilettos)” (Brian May)
13. “In the Lap of the Gods … Revisited” (Freddie Mercury)