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O Festival da Canção é deprimente. Nem se dão ao trabalho de tocar ao vivo, é o fim da macacada. Nem me alongo em comentários, é uma tristeza.

A estrutura das músicas é sempre a mesma. Sem tirar nem pôr. Basicamente começar ao relantim, e depois repetir o refrão 457 vezes, um solo de vez em quando, e no fim repetir o refrão 36 vezes, mas à capela. De vez em quando metem uma guitarra portuguesa, para identificar com Portugal.

Neste momento está um gajo naquela pose à Micael Carrera, com ténis cinza metalizado, e atrás dele uma grande tela cor-de-rosa com corações cor-de-rosa, e a letra fala de quê? Uma dica, não é sobre a última colecção da Hello Kitty, mas as gajas que gostam disto devem ter muitas peças com essa gata.

Então o Festival da Canção a nível Europeu, têm-nos lá todos. Até já teve o Ricky Martin russo.

Neste momento está a passar o V-Boy, hip-pop com uma letra a falar de um gajo que gostava de uma gaja e ela não queria nada com ele, nem comento este tema. O gajo faz-me lembrar o Di Maria.

Agora, estou a ouvir uma música com uma composição diferente, com orquestra, parece-me interessante, mas a interpretação está para lá de desafinado. Fora de tom nos agudos, até. Por isso é que o pessoal não gosta de agudos, é preciso saber fazê-los…

Instrumentalmente há umas coisas engraçadas, mas as vozes deixam muito a desejar. E a composição continua amarrada aos clichés do Festival da Canção.