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Como dizia o outro “fazem falta pessoas com liberdade para dizer o que pensam”. Eu traduzo isto como “eu tenho absoluta confiança naquilo que faço, sigo os meus ideais, e não preciso de aprovação”. É feito com dinheiro público? Haverá melhor forma de “estourar” dinheiro do que em excentricidades cinematográficas? Para os gestores da PT há…

Via Le Jeune Garde.

Aconselho a ver as entrevistas ao João César Monteiro, a sua ironia e sarcasmo, aquela simplicidade das respostas, fazem os jornalistas parecerem uns pacóvios. Aliás, acho que qualquer um que o entreviste, passa por parvo, perante uma personalidade tão surreal. Parece um velhote maluquinho da cabeça, mas há qualquer coisas nos filmes dele, mais do que cinema apenas ao alcance dos cinéfilos, há uma forma muita eficaz de mostrar aquele lado humano contrário ao esculpido pela sociedade. Apenas o homem e os seus desejos e compulsões. Não quero eu com isto dizer que compreendo os filmes dele, são surreais, e escapa-me muita coisa, mas há algo de fascinante.

O erotismo está sempre presente, eu diria melhor, pornografia. O erotismo trata do desejo e a pornografia é a expressão artística do fetiche. Estes filmes têm cenas muito fetichistas. E com muito humor. Dito assim quase parece uma anedota do Fernando Rocha. Na verdade, quando se trata da temática do desejo/fetiche sexual, a fronteira entre o bom e o mau-gosto é muito ténue.