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Anda para aí (mais) um livro de conselhos para seduzir mulheres, desta vez dados por elas! E eu a jurar que não falava disto, mas não há volta a dar.

“The book was called Everything Men Understand About Women. Upon opening it, the reader found 100 blank pages. Get it? Very funny. But it gave T. J. Jefferson an idea. If men know nothing about the fairer sex, then why not go straight to the source? After all, if your toilet is backed up, you don’t call your dentist, you call a plumber. So he asked strangers (and even some celebrities, such as Madonna, Shakira, Demi Moore, and Cameron Diaz) to fill the blank pages of his book.”

Eu leio esta literatura sobre o imperceptível universo feminino e as suas exigências, em comparação com o nosso singelo cantinho masculino, por puro entretenimento, não procuro qualquer tipo de dica, por mais óbvio que pareça ser esse o meu objectivo (é que nem sequer me denuncio…). Por mais milagrosa que seja a técnica, continuo a achar que é deprimente seguir este tipo de “conselhos”, pode até ser um preconceito meu, pois é completamente “in” esta coisa da psicologia, terapias, etc. Em suma, muito paleio.

São vários os contributos de mulheres famosas para este livro. Por exemplo, Cameron Díaz (fisicamente, a mulher mais overrated de sempre?) diz que adora “perder-se no milagre do amor, da beleza e da sexualidade“. As grande pérolas vêm da Madonna e da Demi Moore “Se a ideia é tirar a roupa, concentrem-se naquilo que estão a oferecer e não no que vos dão” e “As mulheres existem para exterminar o ego dos homens. Aceitá-lo vai tornar a vida de todos muito mais fácil”.

As mulheres querem esmagar o ego masculino e fazem-no (e de que maneira…), querem ser bajuladas (tomara Deus ser tão adorado), e ainda se queixam do nosso egoísmo?!!! Fantástico. Ora vejamos, o ego tem de estar bem lá para baixo e temos substituir o prazer pelo altruísmo. Isso é a definição de um nerdolas, e para elas as mulheres pesam-se em bytes em vez de quilos, não vejo a Madonna a andar com nerds. Ou isto é só paleio, ou elas devem ter muito poucos amigos.

Estes livros tendem a ser escritos com sentido de humor, e devem ser encarados como uma espécie de comédias românticas. O humor parece fazer sempre parte destas coisas, e todos os livros aconselham um gajo a fazer uma espécie de “stand-up” privado na altura do engate, e chamemos as coisas pelos nomes, podia estar aqui a usar uma nomenclatura “suave”, como sedução ou conquista, tal como elas nos querem fazer crer que a coisa é, mas para nós que precisamos de números concretos, isto é uma selva, é a preto e branco, sim ou não. Pagar 7 € por uma bebida (estamos bem avisados em relação ás crava-palermas que deambulam pela selva), e ainda estar sujeito a levar tampa, não tem nada de bonito, tem de ter um nome agressivo, daí o “engate”. Elas querem actores cómicos e super-confiantes, como se pudessem fazer qualquer coisa, uma espécie de fusão entre o Capitão América e o Seinfeld. Se um gajo se pusesse com essas exigências, o celibato tomava o lugar do futebol, para os homens.

Quando um homem pensa em mulheres, não as imagina de outra forma qualquer, é só aquilo que está à nossa frente, sem complicações. Dizem-me que não é assim, somos iguais. Eu passei anos a ouvir lamentos e suspiros de gajos a pingar lágrimas em copos de cerveja!!!! Sim, porque os homens fazem isso!  Seremos nós assim tão maus? Serão elas assim tão esquisitas? Daquilo que eu posso observar nos mais bem-sucedidos, não procuram respostas, apenas fazem o que querem sem questionar. Uma saudação para esses camaradas, mas eu tenho um cérebro, por menos atraente que isso seja. Não me parece que uma mulher que queira ser bajulada, e nem dê troco por isso, cumpra essa condição.

Se por acaso, alguma mulher comentar o que acabei de dizer, vai-me dizer “Não podes criticar assim as mulheres, assim não te safas!” Já ouvi dizer isto, mais do que uma vez. Aceitar a critica é o primeiro passo para a emancipação. Criticando, somos rotulados como agressivos. Não dizendo nada, somos paternalistas. Portanto, a solução é escolher um defeito e viver com as suas consequências.

Se as coisas fossem assim simples…

ps: Qual é a palavra em português para “date”? Uma saída a dois? Um encontro? Acho que nem à expressão específica para isso, diz-se “Fui jantar com…”, “Fui ao cinema com”, ou qualquer coisa que invoque a acção que se fez. Um “date” é apenas algo que pode resultar, mas se não for o caso não há drama, depressa se atribui ao “date” o sentido de saída entre amigos. Em português, um encontro ou sair com alguém, tem sempre uma carga dramática contraproducente. É por isso que as coisas entre nós são mais complicadas, dizer “Amo-te” é bem mais difícil do que “I love you”.