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Do último álbum do Quim Barreiros, “Deixai-Me Chutar”, sai esta preciosidade, de seu nome “Casamento gay”:

A letra não podia ser mais explícita. Aliás, é mais que normal nele, uns trocadilhos aqui e acolá, umas jogadas com a fonética, temas brejeiros, e já está.

O problema agora, é que ele tocou num tema sensível. A homossexualidade. E claro está, activistas gay acusaram-no de imediato de ser homofóbico. É impressionante a falta de fair-play destes gajos. Ainda mais gritante é a falta de sentido de humor.

Eis um extracto:

“Os políticos aprovaram o casamento gay.
Nem todos estão de acordo com a aprovação da lei.
O Zezinho ‘paneleiro’ casou com o Manuel das ‘tricas’.
E convidaram a família, os amigos e os ‘maricas’.
Um casamento ‘panasca’ com muita animação”
.

Um dos elementos da LGBT (é fácil de perceber o que as siglas significam) veio dizer: “Este é um registo de um cantor profundamente sexista, que usa palavras que são claramente usadas como fonte de discriminação contra a qual lutamos”. Na nossa Lei, está prevista a punição para quem tenha discursos racistas ou homofóbicos. Não me parece que seja o caso. Que ele enxovalha, disso não tenho dúvidas, mas interpretar a letra dessa forma é extremar posições. Esta é a letra mais forte que conheço de Quim Barreiros, não costuma ser tão explícito e usar um calão tão declarado com nesta.

A causa que defendem, é daquelas que me causa mais disparidade de sentimentos. Estou perfeitamente solidário com a causa de combate à descriminação baseada na orientação sexual, mas lamento profundamente as atitudes dos seus defensores. É uma hiper-sensibilidade irritante, quase que me dá vontade de dizer “Ide levar no **!”. Não aceitarem piadas, é uma forma de descriminação.

Estas causas são difíceis de defender, porque têm uma sensibilidade muito grande, são sentimentos profundos que estão em causa. Os activistas terão que se blindar das “bocas foleiras” e piadas brejeiras.