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Em falei aqui no final do Lost, antes de passar na televisão portuguesa. Mas isto é um blog e eu faço o que quero. Mesmo assim tive o cuidado de esperar um pouco, até que toda agente pudesse saca-lo. Porque é assim que se vêem séries, passam-nas ao Domingo à tarde, lançam DVD’s a 50€ e ficam chocados por as pessoas verem versões pirateadas. Piratas é na Somália e nos filmes do Errol Flyn, na net são pessoas, mas isto é outra história.

Agora, em jornais como o JN, muito antes das séries acabarem, contarem o final, é obra. Final do Lost e final do 24. Contar o final do Lost não é muito grave, porque ninguém sabe muito bem o que dizer, está aberto a interpretações subjectivas. Apesar de ter ficado um bocado decepcionado, dou-lhes esse mérito, é diferente e inovador. Conseguiram dar muito nível a uma série que é pop.

Contar o final do 24, isso já é mais grave. É bem mais concreto. Aquele pessoal, paranóico com os spoilers, que tapa os ouvidos na fila do cinema quando saem as pessoas da sessão anterior, vão ficar nas horas…

Acho que se fizessem isso nos EUA, a televisão que passava a série processava o jornal. Acho que tinham fundamento para isso, pois alguns espectadores, aqueles que dão mais valor à surpresa do que ao argumento (para eles aconselhava que se fizessem filmes sobre festas de anos), são capazes de desistir de ver a série.