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Morreu um dos grandes escritores do nosso tempo. A Literatura que me refiro não se restringe à portuguesa, é a Literatura com ‘L’ maiúsculo, a literatura universal.

José de Sousa Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, 18 de Junho de 2010) deixa-nos um legado único. Livros onde a dissecação da natureza Homem é permanente, minuciosa e certeira. As palavras são aquelas que têm de ser, sem complexidades sintácticas, usa as palavras do seu tempo. Podemos gostar ou não, mas não se pode ficar indiferente.

Com ele morre um imenso talento para a escrita e observação de pessoas, morre uma imensa coragem e sinceridade. Um homem com profundas convicções, e como tantos outros homens que insistem em pensar livremente, é tomado como um homem arrogante. Não é o momento para falar disso, apenas o refiro porque Saramago remou contra a maré.

É comovente vê-lo com a sua esposa, pelo amor que demonstram e pela forma como o vivem. Não é um homem frio, só o afirma quem não leu a sua obra.

Tenho o prazer de ainda não ter lido todas as suas obras, pois tenho horas de leitura pela frente. Ler na altura certa, sem pressas, saborear as palavras.

Desapareceu o homem, mas ficou a sua obra. Um sincero obrigado.