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Há bocado estava eu a pensar «Em que filme é que aparecia aquela ilha com os antropólogos, as pessoas nuas, e o amor livre?» Não era um filme, foi um livro que comprei ontem. “As Três Sereias” de Irving Wallace. O filme são as imagens mentais implementadas na minha cabeça, ao longo das primeiras 50 páginas. Não há filme que consiga fazer melhor do que a minha imaginação, guiada por autores capazes de criar metáforas assim. Foram 7 os livros que comprei, encontrei 3 a 1€, e clássicos sci-fi da famosa colecção “Argonauta Gigante” a 7€.

Dia 10 vai haver um debate, “Livro impresso na era digital”, com José Pacheco Pereira (esse que estão a pensar), José Afonso Furtado, moderado por Carlos Pinto Coelho (o do Acontece). Uma discussão que faz todo o sentido. Eu sou capaz de substituir o cinema por um *.avi, mas não substituo um livro por um pdf. O culto do objecto, a idade do livro, a sua edição, as mãos por onde passou, o cheiro a velho ou novo, isso é insubstituível. Penso que o livro é dos poucos objectos que pode ser digitalizado, mas que sobrevive. Pode não ser incólume, muitas livrarias poderão fechar, mas o livro fica.

Em relação aos jornais, já não afirmo o mesmo com tanta certeza. Esses poderão ser substituídos, pois tornam-se obsoletos em menos de 24 horas. Acho que vai depender muito dos leitores digitais, em relação à tecnologia que  os humanos criarão no futuro é difícil prever os eu impacto.

O programa da Feira do Livro pode ser consultado aqui.