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Alberto Gonçalves, opina no Sábado e no DN, e prima por usar a técnica de “partir a loiça”. Ainda bem que vivemos num país democrático, e as pessoas podem manifestar-se, e eu posso-me manifestar-me contra elas.

Num artigo de opinião no Sábado (em vídeo), afirmou algumas coisas que afectaram a minha sensibilidade, numas tem razão, noutras foi simplesmente ignorante, tal como muitos outros intelectuais, quando se lembram de falar sobre a música moderna.

Entre uma pequena dissertação acerca do cariz paleolítico destas manifestações em massa, que são os festivais de música, e a higiene e conforto que normalmente se espera, disse algo assim, e passo a citar:

“O Rock, ou Pop, em 99.9% dos casos, possui a mesma sofisticação artística de um pacote de margarina, e  é vendido exactamente da mesma maneira. “

Alguém que mete Rock e Pop no mesmo saco, não devia ser levado muito a sério no que diz respeito a música, mas eu fico sempre picado.  Dizer “99.9% dos casos”, é uma tentativa de fugir à generalização, não caio na artimanha, pois também a uso.

Eu sou o primeiro a fazer criticas quando o Rock ( e assumo com toda a segurança que ele está a incluir o Heavy-Metal no género) não tem qualidade. É um martírio para os ouvidos. No entanto, eu convido esse senhor e os amigos dele que partilham da mesma opinião iluminada, a ouvirem Led Zepplin, Rush e Dream Theater, só para citar alguns.

Ele deu o exemplo de Vampire Weekend como a sofisticação que ele tanto apregoa, antes de ouvir, esperava que Bach desse voltas no túmulo de inveja, mas concluí o que já esperava. É interessante, mas comparando com as bandas sem sofisticação que enunciei, nem brinquemos com coisas sérias.

Ou então, a manteiga que eu uso vem num pacote com design Louis Vuitton, e eu estou enganado.