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“Ferrari obriga Massa a perder”. No Correio da Manhã.

Acho alguma piada aos desportos motorizados. Uma seca tremenda vê-los na televisão, mas gostava de conduzir um carro ou mota de competição, embora esteja lá muito para o fundo da lista de coisas para fazer na vida.

“Fernando está mais rápido do que você. Pode confirmar que entendeu a mensagem?” – esta a pergunta feita por Rob Smedley, engenheiro da Ferrari, a Felipe Massa. A resposta do brasileiro foi imediata: abrandou e deixou passar o colega de equipa, o espanhol Fernando Alonso, que assim ganhou o Grande Prémio da Alemanha em Fórmula 1. Até esse momento (49ª volta, a 18 do fim), Massa dominava a prova e resistia bem às tentativas de ultrapassagem de Alonso. No final da corrida, o brasileiro recusou comentar a ordem da Ferrari: “Gostaria de ter vencido, mas sou profissional.”

A F1 é um desporto particularmente aborrecido, mas agora é simplesmente detestável. Não sei como é que as pessoas conseguem ver aquilo, sabendo dos estratagemas, para além da estratégia normal de uma corrida, que são perpetrados nos bastidores. É o equivalente ao Wrestling, mas com carros.

Já não é a primeira vez que a Ferrari obriga um dos seus pilotos a perder, favorecendo um que tenha mais hipóteses para ganhar um campeonato. Podem-lhe chamar estratégia, mas para mim apenas tem um nome, batota.