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O “Arising Thunder” é o novo single dos brasileiros Angra. Faz parte do álbum “Aqua”, baseado na obra de Shakespeare, “A Tempestade”.

Eu ouço Angra desde os 13 anos. Acompanhei a carreira da banda, desde o álbum “Holy Land” até agora. Acho que é uma das melhores bandas de metal, e a melhor de Power-Metal. Não estou a exagerar, é melhor do que Stratovarius, Blind Guardian, Rhapsody ou Halloween.  Os Angra têm mais bom-gosto na composição, não exageram com floreados enjoativos e têm dois guitarristas de luxo. O Kiko Loureiro e o Rafael Bettencourt. A mistura de elementos clássicos e Heavy-Metal, com um toque de folclore brasileiro é superiormente conseguida. Álbuns como o “Holy Land” e “Fireworks” são lições de guitarra.

Este single fica um bocado aquém das minhas expectativas. Gosto muito do pre-chorus, a parte antes do refrão, a melodia é excelente. O riff inicial é típico do Power. É uma música bastante sólida, também não esperava outra coisa. Parece-me que o “Aqua” vai ser melhor que o álbum anterior “Aurora Consurgens”. Gosto mais do som deste. O regresso do baterista Ricardo Confessori tem os seus prós e contras. O baterista anterior, Aquiles Priester, é mais dotado tecnicamente, mas tinha um problema. Havia demasiada bateria, muito boa, mas demasiado “pedal”. De certa forma, ofuscava as guitarras, e isso é um problema que hoje em dia os guitarristas têm. Nos anos 80 a bateria era relativamente quadrada, e eram os “guitar heroes” a ocupar o palco, agora os bateristas e baixistas complicaram as músicas em termos rítmicos, e lá se foram os solos…

Há uma coisa que gosto, os teclados estão mais subtis. É uma das coisas que distinguia Angra das outras bandas de Power-Metal, não exageravam no uso e volume dos teclados. É uma coisa que fustiga o ouvido. Parece-me um regresso aos álbuns antigos, mas com um baixo mais saliente e uma produção mais cuidada. Aguardo com expectativa.