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Já aqui falei desta banda brasileira, da qual gosto muito. Estou agora a ouvir o seu último álbum, o “Aqua”.

O álbum começa com a habitual introdução, com coros e efeitos em crescendo, criando tensão, encaixando com a música seguinta, o single “Arising Thunder”. Há algum tempo que as introdução estão longe da inspiração nas introduções do “Angels Cry” e do “Holy Land”. A “Unfinished Allegro” e a “Crossing”, respectivamente.

A “Awake From Darkness” temm uma melodia interessante, fazendo lembrar os velhos tempos, principalmente por causa da bateria não “complicar” muito. A parte de piano e cordas, lá pelo meio é bastante inesperada, acho que até precipitada, mas está muito bem feita. A composição melhorou bastante desde o álbum anterior.

A “Lease of Life” é aquilo que se pode etiquetar como “balada”, mas eu não gosto muito dessa designação, pois pode-se confundir a cena mainstream de domingo à tarde na Comercial. A música começa com uma melodia lindíssima, e mantém-se há volta desse tema, sempre com muito bom-gosto nas guitarras.

“The Rage Of The Waters”. Aí estão os temas com sabor brasileiro e Heavy-metal, riffs fortes e fluídos, refrão melodioso e teclados. Um clássico Angra. Tem um inicio espectacular, sempre adorei o “let ring” dos acordes com distorção. Tem um brilho especial.

“Spirit Of The Air”, nada de especial. A composição é sempre boa, mas não chama a atenção. Também tem “tiques” de balada.

A “Hollow” deixou-me um pouco confuso, não é convencional, em termos de ritmo e melodia, mas conserva o espírito Angra. É daquelas que precisa de ser ouvida com atenção.

Já se tinha percebido, há duas músicas anteriores, que os Angra quiseram caprichar na composição, e deixar os riffs “head banging” de lado. A “A Monster In Her Eyes” é mais uma música que denota muito cuidado na escrita.

Na “Weakness Of A Man”, os slaps iniciais estão excelentes, o solo de guitarra por momentos fez-me lembrar Satriani (a Banana Mango).

Os Angra apostaram nas coisas calmas e melodiosas, neste álbum. A “Ashes” é um exemplo disso. Está muito boa, principalmente a parte de teclados, que é particularmente boa neste álbum.

Este álbum é muito bom, melhor do que o anterior, tal como o single denunciava. Não acho que vá entusiasmar os adeptos “médios” do metal. É um álbum conceptual, baseado na peça “The Tempest” de William Shakespeare. Instrumentalmente é muitíssimo bom, mas não se esperava menos com guitarristas como o Rafael Bettencourt, Kiko Loureiro e o baixista Filipe Andreoli. Em relação ao vocalista Edu Falaschi, não me entusiasma particularmente, não é que seja mau, mas o André Matos era um regresso muito bem-vindo.  Bem, a pronúncia do inglês dele é bastante fraca,  “mounténes”, “filingues” e coisas do género são habituais. Não se aventurou nas notas altas, parece-me que este registo é mais confortável para ele.  Os teclados são muito bons, e acrescentam muita qualidade ás músicas. A bateria, bem, não há o virtuosismo do Aquiles Priester, mas deixa mais espaço para o resto do pessoal. Não vou começar com aquela discussão outra vez. Se tiver que escolher, escolho mais atenção para as cordas.😀