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Estava a ver o programa da RTP, Linha da frente, e era sobre as novas drogas, que dão daquelas mocas em que se “começa a dar formas ás luzes, é tudo lindo, as pessoas a abraçarem-se”, segundo o depoimento de uma utilizadora.

No final do programa, referem um artigo da Time,  que eu li com muito interesse. Começa assim.

“Pop quiz: Which European country has the most liberal drug laws? (Hint: It’s not the Netherlands.)

Although its capital is notorious among stoners and college kids for marijuana haze–filled “coffee shops,” Holland has never actually legalized cannabis — the Dutch simply don’t enforce their laws against the shops. The correct answer is Portugal, which in 2001 became the first European country to officially abolish all criminal penalties for personal possession of drugs, including marijuana, cocaine, heroin and methamphetamine.”

Mais liberal que a Holanda? Quem me dera…Esta descriminalização teve um impacto forte nos números, pois foi reduzido o consumo desde a aplicação da lei.

“Compared to the European Union and the U.S., Portugal’s drug use numbers are impressive. Following decriminalization, Portugal had the lowest rate of lifetime marijuana use in people over 15 in the E.U.: 10%. The most comparable figure in America is in people over 12: 39.8%. Proportionally, more Americans have used cocaine than Portuguese have used marijuana.”

Essa lei consiste em, ao invés das pessoas apanhadas com quantidades para consumo irem para a prisão, são sujeitas a sessões de aconselhamento com psicólogos. É uma questão de bom-senso, um tipo que fuma um cacete, ir preso por causa disso, é ridículo.

Mesmo assim, apesar desta lei, não se compare com a Holanda, e com os cofeeshops  onde há menus com as mais variadas plantas medicinais. Medicina é aquilo que nos cura. É muito diferente poder comprar a droga à vontade, a haver uma lei que nos deixe fumar. A droga tem de ser comprada em algum lado, e acesso é ilegal. No entanto, é uma boa lei, pois funciona. No século XXI não é com repressão que se obtêm resultados.