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Há bastantes guitarristas que conseguem aliar a técnica ao sentimento. Há guitarristas que conseguem alias uma técnica soberba a um sentimento profundo. E há guitarristas que também fazem isso no teclado. O Shawn Lane é um desses ilustres desconhecidos, que eu descobri há uns tempos.

Sinceramente, ainda não consegui ouvir alguém a tocar tão rápido, e soar a música. Aquilo que é designado na música, como “shredding”, ou seja, debitar notas à maior velocidade que se consiga, tende a soar a notas “cuspidas” para o ar sem qualquer sentido, mas há guitarristas que conseguem ter discernimento no meio daquele remoinho. O Steve Vai, por exemplo, toca coisas rapidíssimas, mas ele tem o devido reconhecimento. O Shawn Lane passou despercebido, e tem muitíssimo mais velocidade, do que guitarristas famosos que se gabam pela sua técnica,estou-me a lembrar do Malmsteen.

Outro “pormaior” de assinalar, é o fantástico som  que ele tem. Estes tipos que tocam com equipamentos de marcas esquisitas, costumam ter bom som, principalmente em Jazz-Fusion,  mas o segredo está nos dedos. Mesmo assim, ele usa bastantes efeitos.

O Shawn Lane morreu em 2003, com 40 anos. Demasiado cedo. Ficou muita música por tocar. Também começou muito cedo, aos 14 anos já tinha integrado uma banda famosa nos EUA, os Black Oak Arkansas. Prosseguiu a sua carreira a solo, lançando alguns álbuns e tocando com músicos famosos dentro do Fusion. No entanto, acho que tem uma discografia um pouco curta para quem tocava tanto.

Esta é dedicada à sua irmã, “Epilogue for Lisa”.