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“(…) Claro que herdei alguma coisa dele: a solidão feroz, a capacidade de ser horrivelmente desagradável para os outros, os caprichos não tão incompreensíveis quanto isso, apenas defensivos, a agressividade injusta, o receio que me toquem demasiado fundo e fique tão sem pele, tão vulnerável, tão à mercê dos outros. Salvei-me através da escrita,(…)” (Daqui)

Eu tento salvar-me assim, mas há sempre quem se antecipe. É no timing que me apercebo da falta de talento. Criar não chega, tem de ser no preciso momento. Passei muito tempo à procura destas exactas palavras.  Inveja mesquinha. Malditos. Vou deixar de ler. Com arrogância.