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O deputado do PS eleito por Braga, Ricardo Gonçalves, declamou este poema à fome:

“Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer” (Daqui)

Gostava que a fonte fosse mais credível, mas já vi isto em mais sítios, e penso que terá sido verdade. Se estiver enganado, por favor, corrijam-me. Não me surpreende nada, não seria a primeira pérola deste homem. Este deputado tem um vencimento de 3700€ mensais. Continuando ele:

“Tenho 60 euros de ajudas de custos por dia. Temos de pagar viagens, alojamento e comer fora. Acha que dá para tudo? Não dá”

Estou comovido com as provações que estas pessoas carregam como uma pedra ás costas. Numa altura em que as pessoas não acreditam no estado, são apenas meros espectadores deste jogo de poder entre o futebol e as novelas, este tipo vem dizer isto para a assembleia. Impressionante.

É incrível a lata deste deputado. A sua contribuição para o descrédito da classe política é, infelizmente, uma gota no oceano da pato-bravice.

Acho que o governo ainda não percebo uma coisa, apenas os seguidores cegos, aqueles que votam PS de olhos fechados, essa prática eleitoral típica prática ruinosa da nossa democracia, é que confiam nas decisões deste governo. Não votei neles, e não me sinto de consciência tranquila. Não temos alternativas.

Votar no PS ou no PSD é uma questão de gosto pela letra ‘D’. Só pela letra e não pelo acrónimo.

Recomendo ouvir esta intervenção do Frei Fernando Ventura.Um Frei?! Não devia ser um economista ou um “caga-números” a falar destas questões financeiras? Já tiveram a sua oportunidade, e falharam com estrondo. O Passos Coelho não compreendeu isso e com a sua última reunião com eles, deu mais uma mensagem ao país. “Connosco vão continuar na merda”.

É uma pessoa da Igreja, aquela que intervém junta daqueles que andam à procura de comida no lixo. Fala de pessoas e das suas necessidades. Sem “medina carreirar” esta questão da crise, com humor porque faz mais do que falta, o Frei Fernando Ventura fala com lucidez da falta de consciência colectiva. Não concordo com tudo o que ele diz, principalmente no que respeita às novas gerações e a sua inteligência.

“Vivemos numa barraca com um submarino à porta.”