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Ontem fui ver o Sérgio Lucas, na Casa das Artes nos Arcos de Valdevez. O vencedor da 2ª edição dos Ídolos. Desconhecia por completo a música que fazia, pelo menos assim pensava. O que ouvi foi absolutamente banal, da música ás letras, infantis como cartas de amor no Secundário.

Gosto da atitude dele em palco, entrega-se e é sincero, gosto da voz. Mas ontem, percebia-se a frustração na cara dele ao entrar na sala e ver umas 20 pessoas e muitas cadeiras vazias. Encaixa-se perfeitamente no estilo pop-rock, mais rock do que pop, mas é um género perfeitamente esgotado, os clichés saídos da guitarra de um guitarrista competente sublinhavam bem isso. Aposto que é uma bíblia de  riffs de Whitesnake e Judas Priest.  Fazia-se silêncio na sala durante o intervalo das músicas e ele desviava a cara do público, porque assim não é fácil. Ele tem capacidade para mais do que isto, mas terá espaço para tal? Poderá ser ousado e ter palco? Entre o músico e o público há muito mais do que o corredor que separa o palco das cadeiras, há compromissos com o mercado.