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O mestre absoluto da guitarra eléctrica vai tocar amanhã, dia 21 de Novembro, no Teatro Sá da Bandeira no Porto, e eu quero ver, mas não devo, e não posso, gastar cerca de 30€ pelo bilhete. Este último álbum, “Black Swans and Wormhole Wizards”, é muito bom e o dilema é grande.

Estes preços impedem as pessoas de “consumir” cultura. É ridículo, o dinheiro que se gasta em megalomanias, e as pessoas continuam na mesma, sem o contacto com a criatividade, a exploração dos sentidos. São números e os mercados ditam as leis. Não me refiro apenas a este concerto em particular, em relação a livros e outros concertos, o cenário é o mesmo.  Que motivação é que as pessoas têm, sabendo que o dinheiro que ganham será para pagar uma dívida esmagadora, através de preços e impostos exorbitantes? Estamos a criar uma sociedade muito perturbada. Adiante.

O último álbum do Satriani agrada-me muito, e gostava de ouvir ao vivo. Ele não abdica do rock, mas nunca estagnou, teve sempre a preocupação em inovar, ou mudar, nem sempre é a mesma coisa. Fê-lo em tal medida, que alguns álbuns, tais como o “Engines of Creation” são complicados de ouvir, mesmo para os fãs de longa data, tal é a experimentação e uso de efeitos estranhos.

Este último álbum tem uma componente orquestral, e uma predominância de teclados, que não era usada em tão larga escala nos álbuns anteriores. Parece-me que isto permite um maior leque de recursos no que respeita à composição. O Satriani, é para mim o melhor, não pela técnica, que não merece o mínimo reparo, mas pela sua criatividade e qualidade da música, em termos de composição.

Esta é a “Premonition”, do último álbum.