Este foi o comentário de uma senhora em relação ao caso de homicídio do Carlos Castro.  (Daqui)

A pessoa de quem a senhora fala é o assassino, que “declarou em substância que matou Castro e que o agrediu através de numerosos meios”. Esta declaração foi proferida durante uma vigília de solidariedade à volta de uma igreja, onde as pessoas estavam de mãos dadas, rapaz com rapariga, entenda-se, não pode haver misturas, senão corremos o risco de ficar sem coisas limpas para abrir as garrafas.

Depois de uma volta pelas caixas de comentários, reparei que foi feita uma excepção na saloiice do politicamente correcto, que em caso de morte,  regra as opiniões.   O ódio em relação a pessoas que não se conhece não tem limites, consegui ficar impressionando, desta vez superamo-nos.

A homofobia é um dado adquirido em Portugal. Não são leis que fazem de nós o país mais avançado em nem-sei-o-quê, tal como vem sendo proferido de vez em quando, são as pessoas. A minha geração, a geração a seguir à minha continua  cultivar esta forma de estar, dá que pensar.

Até as piadas são más, nem o humor negro escapou ao mau gosto.