Tags

, , , , , , , ,

Os trágicos acontecimentos no Japão, nomeadamente na central nuclear de japonesa de Fukushima, reacenderam (a utilização deste verbo não é ironia) a discussão em toprno da utilização deste tipo de fontes para gerar energia.

“Merkel suspende extensão de funcionamento de centrais nucleares” (Daqui)

Casa roubada, trancas à porta. Aquele ditado que se aplica quase sempre por estes lados, quando há um acidente, como se não houvesse distinção entre acidente e negligência, ou se o primeiro tivesse o segundo como causa exclusiva. O primeiro-ministro russo, Vladimir Puttin, anunciou medidas do mesmo carácter.

Este tipo de decisões imediatistas, e populistas, apenas evidenciam a falta de planeamento. Não conheciam os riscos ? Não houve um debate sério de carácter cientifico, antes de se tomar a decisão de prolongar a vida das centrais? Sinceramente, isto é apenas para “calar” a oposição de esquerda, em um dos seus mais confortáveis campos de batalha,   volta a questionar um decisão de carácter economicista, apenas. E para acalmar os mercados, claro…

É este tipo de fragilidade em decisões que deviam ser sólidas, sem e mínima sombra de dúvida, que leva as massas a questionar a certeza dos políticos em relação a medidas de austeridade, que resultam numa vida mais condicionada, sem ter qualquer certeza em relação à sua eficiência.

Em Espanha há 7 centrais nucleares. Um acidente certamente afectaria Portugal. Dizem que temos um plano de emergência, conjuntamente com os espanhóis, “Portugal estará, pelo menos, tão preparado como o Japão, mas o melhor é que não aconteça”.  A primeira coisa que me lembro em relação a prevenção e planos de emergência, são os incêndios florestais no Verão. O mesmo se aplica à Espanha. Como disse o secretário de Estado da Energia e da Inovação, é melhor nunca ter de por esse plano à prova.

Longe da aparentemente inevitável indecência política, em Fukushima,  num país onde outrora os kamikazes apontavam o seu avião  em direcção aos porta-aviões americanos,   os de agora perfilam-se em frente a um inimigo invisível, que combatem com canhões de água. Perante a sua bandeira, bateram continência, cumprimentaram o seu líder, baixando a cabeça com a humildade de quem vai cumprir a sua missão com nobreza.