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Pela 5ª vez em dois anos, lá vamos nós suportar mais uma sessão de recreio para adultos, a demissão da responsabilidade pelos actos, e a incapacidade de propor soluções. Após a tomada de poder, auditorias para concluir o óbvio, o estado das contas públicas, e a conclusão de que vão ter de tomar medidas duras, e mesmo que não queiram, a Europa quer.

Passos Coelho, com aquele cenário bonito por detrás, a porta branca e o jardim iluminado, diz que é preciso acabar com a crispação política, imediatamente depois do seu partido se ter aliado a outros completamente opostos ideologicamente para derrubar o PS. Fala em medidas que não foram suficientes, e que ele apoio. Um dos elementos do seu partido, José Luís Arnaut, numa das múltiplas análises após esta histórica  e esclarecedora sessão parlamentar, quando inquirido por Bernardino Soares do PCP, se o PSD não tomaria as mesmas medidas, respondeu dizendo que não era o conteúdo das mesmas, mas a forma como foram apresentadas.

Um discurso que registei, por uma solidez e acutilância que nem sempre ouço da parte dos políticos, de Francisco Assis. Não é a primeira vez, aliás, Sócrates ganha em marketing político, mas perde por goleada em inteligência e conteúdo para Assis. Já mostrou muita coragem quando foi a Felgueiras em 2003.

Este calculismo, vitimização, profunda falta de humildade, protagonismo cinematográfico, por parte de inúmeros intervenientes, faz-me descrer no futuro de Portugal, como sociedade, porque os políticos são cidadãos portugueses, por mais que se atribuam os cargos a uma escalada patrocinada por amizades e favores dentro dos partidos, representam um povo e o seu comportamento.

A situação portuguesa é lamentável, é por incompetência que chegamos a isto,  não faço ideia se as medidas de austeridade nos irão resolver alguma coisa, e é urgente ter a certeza disso, a única forma de unir o povo por um objectivo, o que sei é nos estão a emprestar dinheiro com juros altíssimos, a pagar por nós ao longo dos anos, aritmética simples.