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Recentemente, um dos protagonistas do 25 de Abril, pelo discurso dele parece que foi o único, Otelo Saraiva de Carvalho, afirmou que  “Se soubesse como o país ficava não tinha feito a revolução” (Daqui). “Gostava de um Salazar de esquerda, pah!”, disse nas comemorações deste ano.

Muitas criticas foram feitas ao senhor, e se há coisa que me fascina na história, particularmente na História de Portugal,  é a quantidade de coisas que se vão revelando, ao levantar as pedras e espreitar o que está por baixo. Os acontecimentos a seguir ao 25 de Abril, o 25 de Novembro,  e as suas múltiplas versões dão-me a impressão de ser tão embaraçoso, que ninguém quer falar e todos se acusam.

Houve uma altura em que esta data, servia para flagelar a minha geração pela sua ignorância por não ter vivido a data na 1ª pessoa, e por conseguinte, nunca terá a verdadeira noção do acontecimento. Actualmente, “usa-se” esta data para justificar escolhas erradas que nos levaram à situação actual. Pessoalmente, fico agradecido pela revolução, e acho que precisamos de outra, acabar com o “Se soubesse o que sei hoje”.