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Há concertos quem sabemos de antemão, se vão ser bons ou muito bons, este foi um afirmação de poder. Depois da saída de um dos membros fundadores da banda, o carismático baterista Mike Portnoy, era de esperar um tempo de reflexão, mas não. Foi uma questão de meses até à criação de um novo álbum e uma tour já com o  novo baterista, Mike Mangini.

Em relação a ele, a reacçãofoi o público a gritar “Mangini!Mangini”, o que o fez ficar genuinamente emocionado. É de salientar a sua comunicação com o público, algo aproveitado com várias câmaras na bateria, fazendo close-ups, salientado a sua linguagem emocional, que transmite na perfeição a energia da música de Dream Theater. Musicalmente, é brilhante, e a bateria dele impõe-se em palco, é um set fantástico.

Há uma frescura, uma coesão e solidez, que não se esperava após a “Dramatic Turn Of Events” que foi a saída do Portnoy, as grandes bandas são assim. E tomo a liberdade de generalizar, as grandes ideias e as grandes pessoas são assim, adaptam-se ás mudanças, e dão-se ao luxo de sair melhores.

A setlist foi muito boa, recuperaram a “Great Debate” do álbum “Six Degress Of Inner Turbulence”, que ao vivo resulta na perfeição.Abriram com um clássico “Under A Glass Moon”, e fecharam com o épico “Count Of Tuscany”. No entanto, reparei que noutras paragens tocaram mais uma ou duas músicas, não terá sido por falta de entusiasmo do público, talvez cansaço, têm tido concertos em dias seguidos e já não vão para novos. Ainda assim gostaria que tivessem tocado a “Metropolis”, ou a “Learning to Live”..

Intro

Under a Glass Moon

These Walls

Forsaken

Endless Sacrifice

Drum Solo

(by Mike Mangini)

The Ytse Jam

Peruvian Skies

The Great Debate

On the Backs of Angels

Caught In A Web

Through My Words

Fatal Tragedy

(Encore) The Count of Tuscany