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” Sustentar as políticas activas de emprego em programas que visam criar mais oportunidades para as pessoas, com uma aposta centrada na formação continuada, proporcionando qualificações transversais. Pretende-se fornecer mais capacidade de polivalência para a empregabilidade, de modo a responder eficazmente na área laboral;” (Programa de Governo, pag. 35).

É uma espécie de afirmação de um intelecto superior, apontar erros ortográficos nos textos alheios. Já fui assim, mas tinha 8 anos. Mais recentemente, essa afirmação passa por odiar o Acordo Ortográfico, e  sinceramente, vai mudar pouco mais do que zero, porque quem não sabe ou não se esforça por compreender a língua, não vai melhorar ou piorar por ver desaparecidos os “c” antes dos “t”.

Adiante. O mais grave nisto tudo, é que o trecho inicial consta do programa do governo actual, e não das conclusões dos meus relatórios de PPII no 1º ano do curso. A seguir devia ter em anexo 20 páginas de código, ou duas, era o primeiro ano…

A vacuidade deste texto, que também poderia muito bem ser uma citação de um discurso do António José Seguro,  reflecte a força das ideias daqueles que nos vão cortar parte do subsidio de Natal, lá se vai a Wii e o iPod. Escrever bem, não significa escrever sem erros ortográficos, é preciso transmitir algo. Este texto é um bom exemplo de um conjunto de palavras, que se encaixam umas nas outras, mas no seu todo, não querem dizer nada. O discurso político é pautado por este vazio de conteúdo. São denominados de “redondos” os políticos que falam assim.