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O Festival de Paredes de Coura é de um campeonato diferente. Não iria a outro festival sem conhecer praticamente nada do cartaz, como vou a PDC. Costumo-me surpreender, mesmo dentro de um mundo musical com o qual não me identifico, Mogwai, por exemplo. O post-rock tem o defeito de não ter o virtuosismo do prog-rock. Digamos que será o prog a tentar sobreviver neste tempo algo estranho musicalmente. No entanto, adequa-se perfeitamente ao espírito do festival, basta julgar pela adesão do público, que não sabe “moshar”, é preciso dizer isto.

PDC é imbatível no cenário e no anfiteatro natural, que proporciona condições excepcionais para desfrutar os concertos sentado, caso haja a vontade ou necessidade de tal. É único, adorava ver um concerto das minhas bandas preferidas num sitio destes.

Comparo, por exemplo, com o Super Bock Super Rock, já fui duas vezes, a última há uns três anos, um grande cartaz, e um espaço ridículo. Um parque de estacionamento com um pequeno palco montado. Não brinquem comigo. Não merece tamanha promoção. É apenas um concerto, não um festival.

Em relação ás condições dos parques de campismo, oficiais e privados, bem, não é um hotel de 5 estrelas. A começar pelas casas-de-banho.

O vocalista dos Kings of Convenience (que fizeram uma excelente versão do “Corcovado” do Tom Jobim, com um português british), percebeu o ambiente do festival e juntou-se a nós. Na foto abaixo, a meio, é o tipo loiro de óculos. O Wally de calções azuis e brancos.