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A beleza deste  filme, a música de Wagner que o acompanha, merece a tela das salas de cinema. A ficção científica é um quadro, onde se desenha um planeta em rota de colisão com a terra, como um fundo que vai consumindo o horizonte. Vejo o filme assim, apela à contemplação do cenário, sempre vasto, ocupado por um melodrama familiar, onde as pequenas coisas entre as pessoas agigantam-se de significado, num estranho ambiente.

A música, outra vez, é uma constante no filme, cujas resoluções nos deixam sempre em suspenso, a pairar. A Kirsten Dunst parece representar no palco de uma ópera trágica, chega a ser enervante, mas acaba-se por compreende-la, as coisas deixam de ter importância perante aquele céu.