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Habitante do reino da utopia. O primeiro pela impossibilidade da sua pureza total quando submetido a um teste mais ou menos minucioso. Divirto-me imenso com debates sobre futebol, geralmente com um elemento a representar cada clube, grandes claro, pela grandeza da sua história ou pela grandeza da sua demagogia, uma e outra confundem-se, cada um bebe da água que quer na altura da escolha, estes comentadores certamente matarão a sua sede com outros líquidos, a julgar pela duvidosa sobriedade dos seus comentários. Pouco se distinguem estes programas doutros da mesma índole, mas de temática diferente tal como política, muda a cor dos clubes, melhora a habilidade dos seus acérrimos adeptos, digamos que tem mais jeito para fazer embrulhos semânticos que os primeiros, mas o presente sustenta-se no ar com a mesma leveza.

Recentemente, um desses comentadores acrescentou um gesto ás palavras, foi apanhado incauto a celebrar um golo de uma velha glória do futebol europeu que luta actualmente para limpar o pó aos inúmeros troféus, bastante pardacentos da fuligem que foi atirada aos olhos e por ali caiu. Tal gesto caiu mal, outrora um político fez um gesto que envolvia cornos e teve o mesmo destino, hoje vários ministros nos encornam, quando os touros são muitos, cada cornada passa despercebida enquanto tiramos as bandarilhas do rabo.

O comentador foi dispensado, o gesto repudiado, fossem as palvras transformadas em braços, e rebentar-se-iam os tectos dos estúdios por esse país fora, com o ferver clubístico freudianamente recalcado de vários anjos que se confundem a cor do céu, eu prefiro ser anjinho. Mudar-se-ão os resultados, e certamente se dará esse milagre.