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Por intermédio deste artigo do DN, tomei conhecimento de uma novela satírica, cujos temas dominantes são a política e o terrorismo. Não foi lançada antes do 11 de Setembro, porque ninguém se importava muito com o tema até então (digam isso aos israelitas ou aos palestinianos…), mas também não pôde ser lançado após, pois toda a gente se importava demais, o terrorismo entrou na zona da hipersensibilidade, e uma sátira sobre o tema equivale a uma entrada directa na jihad.

Dado todos os incómodos que a autora, Lionel Shriver, podia provocar com a sua novela, “New Republic”, escolheu um país com um sentido de humor sem zona de conforto, ao ponto de encarar o desemprego com optimismo, uma nova oportunidade para realizar os sonhos, um país onde se desenrola a estranha trama. Eis um extrato do plot:

The New Republic isn’t really about terrorism so much as it’s about hack journalism and the far-reaching consequences of gullibility. Kellogg, who, at 37, has abandoned a lucrative career in corporate law to pursue a new life as a journalist, wangles a job at a newspaper called the National Record and is sent to Barba, a fictitious Portugal province, to replace a legendary reporter named Barrington Saddler, who vanished mysteriously. Saddler had his finger on the pulse of a terrific ongoing story, a revolutionary terrorist group called “the daring soldiers of Barba,” a.k.a. Os Soldados Ousados de Barba, whom everyone refers to by the acronym SOB” (Daqui)

Sendo a autora irlandesa, pode ser que escape, depois do Ultimato e da passagem do Chelsea à meia-final da Champions, qualquer piada britânica em relação a Portugal é nivelada por baixo. Se fosse brasileira equivalia a uma chuva de cuspe sobre os Jerónimos.

Segundo o New York Times, é apenas mau-gosto.