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Perante o anúncio de mais medidas de austeridade, e a vaga explicação que se lhes seguiu pelo mensageiro, gerou-se uma cacofonia de futurismo e previsões arremessadas das mais variadas trincheiras ideológicas, enfim, transformam a Economia em cartomancia. Entretanto,vamos assistindo ao espetáculo e o bilhete não é barato.

Como se não bastasse, o timing escolhido, antes do jogo da selecção, é primoroso. Provavelmente estaria à espera que o Ronaldo puxasse o lustro à baça bandeira nacional, o jogo acabou por ser adequado. Claro que isto é um fait diver.

O governo tem uma ideia e segue-a, os mais variados economistas, mais ou menos reputados, juram resultados absolutamente opostos destas políticas. O PS, metido na embrulhada até ao pescoço, ameaça aproveitar-se desta agitação para saltar fora do barco, juntando-se aos portugueses no carpir de lágrimas e gritaria.

É muito fácil ser-se demagogo, e gritar-se uma meia dúzia de lugares comuns, é perdoável, numa tasca. As mesmas barbaridades que saem entre tremoços e uma Super Bock, são dispensáveis na Assembleia, hoje curiosamente vazia, parece que ninguém quer fazer perguntas a Vitor Gaspar, ficaríamos todos mais esclarecidos em relação à estratégia de empobrecimento. Os partidos têm a obrigação de clarificar posições lúcidas e claras, ninguém apresenta uma qualquer alternativa viável à ladainha “Todos sabem que não há outro caminho”.

Uma pequena nota, a intriga política ganha alguns contornos de ironia com esta aproximação do PS ao CDS na tentativa de destabilizar a coligação, protagonizada pelo João Soares (Sic Notícias), utilizando o isco da independência política do partido.

ps: O Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia acabou de se candidatar à Câmara do Porto, e fala em transformar a cidade na Barcelona da costa oeste da Europa, ou algo assim do género. A última vez que ouvi falar nestes termos, era Portugal ser a Califórnia da Europa, pelo menos temos o Schwarzenegger das finanças.

Cartoon daqui.