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Assim como quem não quer a coisa, passaram 4 anos e alguns dias . Não, não vou carpir a efemeridade do tempo que teima em fugir do meu alcance. Mas ainda me lembro das primeiras palavras que se materializaram neste pasquim digital. Desde esses primeiros sarrabiscos, num hostel em Utrechet, bem perfumados pel0s aromas dos fumícios característicos daquelas paragens.

Infelizmente, a natalidade dos bitaites tem vindo a diminuir, não se trata de austeridade intelectual, mas a gestão de tempo não é uma das minhas virtudes, ou esse conceito é um mito daqueles gurus que aparecem nas capas dos livros de auto ajuda,expostos nas prateleiras das áreas de serviço ao lado de discos de concertinistas obscuros. As tais 8 horas (i wish..) de trabalho diárias sugam a vitalidade, e depois das 7 da tarde, a sombra das 8 da manhã do dia a seguir, alimenta uma depressão que ofusca a criatividade e a lucidez.

No entanto, o elevado nível intelectual, lucidez, seriedade e criteriosa selecção de conteúdos, atrai visitantes de igual craveira, basta para isso que , num momento de incontinência intelectual, digite “negrinhas em arcos de valdevez” num qualquer motor de busca, que vem atascar aqui. A julgar pelos termos da busca, antecipo uma desilusão, já que não encontrará senhoras cuja profissão é consagrada em panteão bíblico, ao invés, o incauto internauta deparar-se-à com gajos de cabelo comprido nessa mesma localidade. Uma confusão clássica, cuja circunscrição digital deverá ser motivo de alívio.

Gosto de voltar atrás no tempo, e ler aquilo que escrevi. Apraz-me a inocência dos meus ideais, durante as primeiras incursões na crítica geral. Este blog tem a virtude de me clarificar as ideias por intermédio da escrita e da leitura, virtudes imensuráveis.   São atividades que cada vez me dão mais prazer, e cada vez fazem mais sentido na minha vida. Uma ponte sobre um tormentoso rio de indecisões, que me leva à minha infância.