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O deslumbramento estético pode ter as mais inusitadas origens, a paisagem urbana actual baixou os padrões o bastante para dissipar surpresas relativamente ao sentimento que os especialistas nutrem pelo objecto da sua criação, em oposição ao repúdio que os mortais ignorantes, incapazes de se orientarem nos ínvios caminhos que os apenas os estetas dotados da mais afinada sensibilidade têm acesso, mas Vitor Gaspar descobriu a mais recôndita catacumba do belo.

“É muito mais bonito quando se olha para o ajustamento de Portugal” Vitor Gaspar em Bruxelas (Daqui).

Dei comigo a olhar para o recibo de vencimento, respectivos descontos e o que sobra, e assola-me o mesmo sentimento esteticamente dúbio semelhante à audição de uma peça de Witold Lutoslawski, precisava de estar na pele do compositor para realmente alcançar o significado da obra.

Vitor Gaspar é tal e qual um maestro contemporâneo ao dirigir complexas sinfonias de compositores vanguardistas do futurismo, um mestre do microtonalismo, e os resultados soam como tal.