Tags

, , , , , ,

 

Porquê o Pavilhão Atlântico? O som parece originar de um telemóvel encostado a um microfone. O último concerto de Iron Maiden nesse recinto, com a minha presença na primeira fila a levar porrada de uns jagunços que confundiram o evento com uma demonstração de ginástica acrobática na disciplina de saltos para a grade (evento mais adequado ao recinto do que concertos),  primou por um basqueiro que de vez em quando deixava escapar algumas melodias que se assemelhavam à Phantom Of The Opera. Deveria ter servido de lição.

Em 2000, naquele que é o melhor festival de Portugal, Vilar de Mouros,  a Ghost Of The Navigator ecoou  pelo ar livre, traçando o caminho que a energia pura de Maiden entendeu seguir, entre pinheiros, melgas e ávidos leitores da Libertação Animal de Peter Singer a lavar os dentes com a água do rio Coura. Foi um exemplo de homenagem acústica a uma lenda viva que, tal como os seus contemporâneos, teima em não ser superada quando sobe a palco e leva o público consigo.