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E nestes dias ninguém “blogou”.

Vários são os motivos que explicam a intermitência cada vez mais larga na publicação de posts neste pasquim. O indesculpável ócio é o primeiro a que me obrigo assinalar, pecado que se alia aos mistérios que a escrita insiste em não me revelar, uma súcia que contra mim conspira com a agravante da minha conivência. Foge-me assim o tempo, sem freio que o segure, açoitado por chicotes com vida própria.

Se esta luta consome tempo e energia, trabalhar consome ambos, ainda com mais voracidade. O final do dia, após o trabalho, aquela hora seguinte, é um período da mais rasteira estupidificação intelectual onde a minha produção mental tem o seu apogeu no escrutínio de um fora de jogo ou na escolha do jantar; os meus sentidos estão vulneráveis às distracções mais inúteis.

Neste ponto, um blogue, penico para uma catarse mais ou menos aleatória, padece de falta de atenção por parte do seu autor, relação sem silêncios tumulares, condição que reforça a irrelevância deste pasquim que tanto acarinho, é largado à deriva sem sabatina que o valha, longe das parangonas da blogosfera,  penicos doutro gabarito e doutras serventias.