Tags

, , , , , , , ,

portas

Um querido leitor, sim, existe um e já me estou a alargar na ambição, alertou-me que este blog está a resvalar para a conversa de barbearia de jornal na mão, mas a realidade grita-me aos ouvidos, quer pelo regime dietético que a minha carteira teima em manter, quer pela ternura que me suscita este meio de comunicação tão ancestral quanto as intenções dos seus autores, as cartas.

Não posso deixar de sentir simpatia por este meio de transmissão, cuja elegância é demonstrada por redução ao absurdo aquando da entrega do orçamento de estado numa pen pelo primeiro-ministro à presidente da assembleia da república, que não consegue esconder o paternalismo através de um sorriso perante tão singelo acto de pegar na dita cuja debaixo de uma chuva de flashes.

As cartas. Esta semana que passou foram duas, e ambas bastante reveladoras da intriga e do falhanço como os dois paralelos narrativos desta tragicomédia. Gaspar admite a derrota da receita e, claro está, o outrora técnico que pelos pergaminhos académicos ratificava os sonhos molhados de uma certa ideologia, agora age por vingança, era apenas um desabafo. A outra carta era só para, na senda do novo acordo ortográfico, redefinir o significado de “irrevogável”, e para que todos nos lembremos com quem estamos a lidar.

Os comentadores do país que sai nos jornais denominou este episódio de infantilidade,  no país real é o que é.

Sabemos nós que a manjedoura é farta, não é por nos deixarem os ossos que nos escondem a carne, Paulo Portas tem-se alambuzado e parece que traz amigos.

Em Setembro conto com mais um boletim, porque  a queda do governo é um dado adquirido, os seus protagonistas foram exímios nessa empresa, e  como a minha amnésia não é assim tão grave, lá o entregarei tal como o receberei.

Imagem retirada do Inimigo Público.

About: aqui