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São duas as entrevistas que recentemente inflamaram celeumas típicas do luso povo.  Outras duas passaram ao lado, fossem os entrevistados tão pujantes figuras em capas de revista e certamente se rasgavam as vestes (aqui e aqui).

Na realidade, apenas uma das duas primeiras foi incendiária, pois a indignação de Judite de Sousa ofuscou as seguintes afirmações que passaram ao lado de sensibilidades que devem estar a morenar ao sol capitalista:

“Choca-me ver as pessoas reivindicarem horários de trabalho, choca-me quando se vem dizer que se faz greves para não aceitar um trabalho de 40 horas semanais. Eu nunca na minha vida trabalhei 40 horas semanais, nem sei o que é isso.

(…)

Usar pele de raposa, que é um animal de caça, é a mesma coisa que comer um bife ou usar uns sapatinhos de cabedal.” (entrevista de Fátima Lopes ao i)

A entrevista àquele rapaz tatuado que gosta de Ferraris e da Pamela Anderson – gostos verdadeiramente inusitados na milionésima cópia do Ronaldo – foi uma espécie de Frost/Nixon versão “Gastaste o troco do pão num bollycao, rapaz?!”. Não faltou quem acusasse a entrevistadora de inveja, mas não será disso que a senhora padece. Fez apenas o número habitual de tomar os portugueses por saloios.

Achas para a fogueira da silly season, mas desengane-se quem julga ser polémica sazonal, é tema para todo ano, basta chegar o Natal e os desejos por malas francesas.