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Deixou de ser feriado nacional, permanece o feriado intelectual. Sendo a História uma disciplina que revela os ínvios caminhos da vontade humana, iluminando as beiras da estrada que os geógrafos da política procuram traçar com rectas que levam ao seu conveniente destino, faz sentido contrapor os discursos que se repetem nas comemorações desta data, apenas com pequenas variações de sabor polvilhados com pitadas de actualidade.

Têm sido escritas bastantes obras acerca deste assunto que, passados mais de 100 anos, ainda desperta paixões que podem enviesar um julgamento científico e imparcial. Entre outras, destaco a sexto volume da História de Portugal com direcção de José Mattoso. É uma bela obra a nível gráfico e levanta pertinentes questões ao leitor pela multiplicidade de perspetivas que aborda sobre os acontecimentos, desde o fim do século XIX até ao fim da I República.

A História de Portugal de Joaquim Veríssimo Serrão tem populado as livrarias. apesar de alguma polémica sobre o seu ponto de vista ideológico, é uma obra vasta composta por 19 volumes resultado de faraónica pesquisa. Os volumes “Volume X (1890- 1910) – A Queda da Monarquia”, “Volume XI (1910- 1926) – A I Republica História Política-Militar Ultramarina” e “Volume XII (1910- 1926) A Primeira República – História Social, Económica e Cultural” focam este controverso período rico da nossa história, anualmente reduzido à dicotomia entre a utopia republicana e o conservadorismo monárquico.

Sendo a leitura destes maciços livros uma actividade potencialmente maçadora, no arquivo do imbecilmente extinto “Câmara Clara” da RTP 2  estão à nossa disposição alguns programas onde historiadores elaboram sobre os temas da Implantação da República com o historiador Fernando Rosas e o cientista político José Adelino Maltez a discutir as falhas da I República; e Regicídio com Rui Ramos e António Filipe Pimentel sobre as virtudes e defeitos da Monarquia Constitucional no reinado de D. Carlos.