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Um belo filme, repleto de detalhes e tensão, daqueles que é traído por um trailer sensacionalista que faz antever uma sonolenta pirotecnia, bela surpresa, só pequei por o não ter visto no cinema, merece.

A primeira tentação é consultar as opiniões dos especialistas em passeios espaciais, pois os potenciais movie-mistakes  em filmes sci-fi, no que a violações das regras da física diz respeito, são como um ninho de vespas. Ou se establece desde o início a total ruptura com as descobertas de Newton, ou se honra o compromisso de não causar grandes desconfianças na intuição do espectador para situações que caem no “uncanney valley” .

Não foi o caso, excepto uma ou outra situação em que faz o obséquio ao mainstream de Hollywood, o filme mantém um rigor científico que leva a crer ser uma espécie de ensaio cinematográfico sobre os efeitos da ausência de gravidade nos passeios espaciais e utilização de jetpacks.

A personagem feminina, com a sua coragem, sensibilidade e uma ferida aberta; não é novidade, mas a Sandra Bullock torna-a interessante mas, por momentos, temi um Speed IV…. Em relação ao George Clooney, acreditei até ao fim do filme que ele apresentasse uma cápsula Nespresso com sabor a meteorito, é o 257º filme com a mesma personagem, as suas aparições eram uma espécie de interrupção publicitária.