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correntes d'escritas

“Um dia virá o dia que o dia não virá”.

Perante um auditório a rebentar pelas costuras, assisti pela primeira vez ao Correntes d’Escritas. Os 600 lugares da Sala de Congressos do hotel Axis Vermar na Póvoa de Varzim não foram suficientes para acomodar todas as pessoas que se deslumbraram com o erguer das palavras acima do papel.

Assisti a uma sessão, apenas. Este evento nunca poderia começar durante a semana de trabalho. Não pude assistir à nitidez intelectual de Eduardo Lourenço e Lídia Jorge ou à jocosidade de Rui Zink – sentado no chão durante a última sessão – e o seu “palhácio” de Belém, ousadia solidária com Miguel Sousa Tavares que o acompanhava. Também em Serralves irá falar Eduardo Lourenço, mas os bilhetes estão esgotados há mais de um mês.

Tive o prazer de ouvir a lucidez sentimental de Inês Pedrosa e as anedotas de Onésimo Teotónio Almeida que nunca ofuscaram os eu conhecimento de literatura, apenas revelam o grande contador de histórias que é. Cada vez mais me convenço que um bom escritor também se faz de um grande conversador.