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Na Alfândega do Porto, O concerto que acabou como devia ter começado. Eu tenho uma regra relativamente à postura em concertos: se há solos de guitarra, então tenho de assistir ao concerto em pé. Em pé ficaram também os meus cabelos com o preço dos bilhetes, uns largos 30€ para a primeira metade da sala, menos 5€ para a segunda metade, uns metros mais atrás. A crise não pode justificar tudo, para isso já bastam as análises sociológicas que insistem em estupidificar o indivíduo. Foi caro, ao mesmo preço de bandas internacionais que atravessam o atlântico com toneladas de material, não se justifica.

josé cid alfândegaO concerto iniciou com as glórias passadas, o EP  “Vida – Sons do Quotidiano” e um poema de José Jorge Letria, musicado nos tempos do Quarteto 1111, “Onde Quando Como Porquê (Cantamos Pessoas Vivas)”. Seguiram-se quatro novos temas do próximo álbum “Vozes do Além”. O guitarrista encontrou o seu conforto  no segundo tema, quando despejou meia dúzia de solos old-school pelo seu Marshall, tocado por uma Strat. Falhou apenas nos problemas com o volume da guitarra, parecendo-me mal auxiliado pela equipa técnica.

Segui-se o 10000 anos, tocado de início ao fim, e dá gosto ouvir este álbum com um bom som, diferente da rudimentar gravação de 1978. É bom ouvir rock progressivo em português, não é tão bom como Rush ou YES, mas é muito melhor do que o rock que sobreviveu.